Hortas nas Escolas | Vegatable Gardens in Schools

Como Nutricionista a educação alimentar nas crianças é um tema que me
preocupa e que me cativa. Apesar de viver na cidade, tendo uma casa de campo,
sempre tive muito contacto com as hortas, a terra e os animais e acredito muito
que este contacto seja fulcral para fomentar o interesse das crianças pela
alimentação. Este estudo recente veio confirmar isso mesmo:
Uma pesquisa desenvolvida pela Royal Horticultural Society com o apoio da National Foundation for Educational
Research (NFER)
 entrevistou mais de 1300 professores em 10
escolas diferentes com o objetivo de traçar o perfil das hortas como um recurso
natural, sustentável e que tem a capacidade de ofertar benefícios curricular,
social e emocional aos alunos.
A conclusão a que chegaram foi que crianças que tem contacto com hortas nas
escolas têm também melhor desempenho académico, físico e social do que os
outros alunos que não convivem com esses ambientes. Outra conclusão do estudo
foi que estas crianças acabam por ter maior facilidade na alfabetização e estão
mais preparadas para os desafios da vida adulta. Os próprios professores,
assistentes, reitores e outros membros da comunidade escolar também sentiram
mudanças positivas após a implantação dos espaços.
Entre os resultados mais significativos citados pelo artigo estão:
  • Maior conhecimento e compreensão científica;
  • Literacia e numeracia reforçadas, incluindo a utilização de um vocabulário mais
    amplo e maior habilidades orais;
  • Aumento da sensibilização sobre as estações do ano e da compreensão do processo
    de produção de alimentos;
  • Aumento da confiança, da resiliência e da auto-estima;
  • Desenvolvimento de habilidades físicas, incluindo habilidades motoras de alta
    complexidade;
  • Desenvolvimento de senso de responsabilidade;
  • Desenvolvimento de uma atitude positiva sobre escolhas alimentares saudáveis;
  • Desenvolvimento de comportamento positivo;
  • Melhorias no bem-estar emocional.

Acredito que esta é uma forma fácil, sem grandes exigências
do ponto de vista financeiro ou de recursos humanos, de criar um programa de
educação alimentar e saúde publica e de fazer com que as nossas crianças se
interessem mais pela qualidade do que comem.




Depois de fazer alguma pesquisa geral, encontrei alguns programas interessantes em Portugal:

As a Nutritionist
food education for children is an issue that concerns me and that captivates
me. Despite living in the city, I have country house, and I always had a high contact
with the gardens, the vegetables and the animals and I believe that this
contact is very central to create an interest in children by healthy food. This
recent study confirms just that:

A research conducted
by the Royal Horticultural Society with support from the National Foundation
for Educational Research (NFER) interviewed more than 1,300 teachers in 10
different schools in order to profile the gardens as a natural and sustainable
resource with the ability to offer curricular, social and emotional benefits to
students.

The conclusion
reached was that children who have contact with vegetable gardens in schools
also have better academic, physical and social performances than the other
students who do not live within these environments. Another conclusion of the
study was that these children end up having greater ease in literacy and are
better prepared for the challenges of adulthood. Even the teachers, assistants,
deans and other members of the school community also felt positive change after
the implementation of spaces.

Among the most
significant results cited by the article are:
  • Greater scientific
    knowledge and understanding;
  • Literacy and
    reinforced numeracy, including the use of a wider and higher oral vocabulary
    skills;
  • Raising awareness of
    the seasons and understanding of the food production process;
  • Increased confidence,
    resilience and self-esteem;
  • Development of
    physical skills, including highly complex motor skills;
  • Development of the sense
    of responsibility;
  • Developing a positive
    attitude about healthy food choices;
  • Developing positive
    behavior;
  • Improvements in
    emotional well-being.

I believe this is an
easy way, without great demands from the financial or human resources point of
view, to create a food education and public health program and to make our
children are interested more by the quality of what they eat.

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