A saber sobre “The China Study”

Conhecem o livro “The China Study”? Se nunca ouviram falar
vale a pena investigarem um bocadinho sobre ele. Para mim é um dos melhores
livros, senão o melhor, para que qualquer interessado no mundo da alimentação e
da saúde consiga perceber o verdadeiro impacto do que comemos. Este estudo foi
feito pelas Universidade de Cornell, Universidade de Oxford, e da Academia
Chinesa de Medicina Preventiva, e durou pouco mais de 20 anos.
Depois de ter sido publicado influenciou muitas figuras
publicas a mudarem radicalmente de hábitos alimentares, incluindo Bill Clinton.
A mim influenciou-me um bocadinho visto que veio confirmar muitas das coisas
que já tinha estudado 🙂
Para vos ajudar, resumo aqui 10 das conclusões mais
importantes deste estudo:
A Saúde mundial está
de rastos
Ao longo deste livro os investigadores insistem que a
obesidade, a diabetes e as doenças cardiovasculares devem ser travadas e que
alguns países, como os EUA, precisam urgentemente de uma mudança radical de
hábitos alimentares.

Este é um dos maiores
estudos realizados em humanos
Neste estudo foram incluídas 367 variáveis e foram incluídos
6500 adultos de 65 municipios da China. Quando foi concluído os cientistas
tinham mais de 8000 associações factuais entre a alimentação, o estilo de vida
e a incidência de doenças.
O consumo de caseína foi
associado com cancro
Durante o estudo, os investigadores perceberam que podiam
aumentar ou diminuir o desenvolvimento de células cancerígenas através do
aumento/diminuição da ingestão de caseína, a principal proteína do leite de
vaca.
A alimentação pode
levar ao agravamento dos estados cancerígenos
A forma como nos alimentamos influencia muito mais o
desenvolvimento de um cancro do que a quantidade inicial de células cancerígenas.
Estes e muitos outros estudos revelaram que a ingestão frequente de substâncias
tóxicas ao organismo pode levar ao desenvolvimento acelerado de um cancro.
As doenças cardiovasculares
podem ser revertidas com uma alimentação correta
Vários estudos realizados concluíram que uma alimentação
rica em cereais integrais, legumes, fruta, oleaginosas e leguminosas conseguiu
não só parar a progressão de doenças coronárias como em 70% dos casos mostrou
desobstruir por completo as artérias afetadas.
Os hidratos de carbono
nem sempre são o seu pior inimigo
Hidratos de carbono refinados e altamente processados (ex:
farinha, pão branco, bolachas, etc…) são extremamente negativos para o
organismo, no entanto os hidratos de carbono são importantíssimos para o
funcionamento do organismo pelo que deve optar sempre por cereais integrais e
por alimentos o menos processados possível. Neste estudo concluiu-se também que
dietas que eliminam praticamente por completo os hidratos de carbono podem ter
efeitos nocivos a longo prazo (ex: Dieta Atkins).
Uma alimentação
saudável beneficia o corpo em muitas outras doenças
Não são só o cancro e as doenças cardiovasculares que podem
ser curados através de uma alimentação mais rica em alimentos de origem
vegetal. Doenças auto-imunes, osteoarticulares, renais, oculares, cerebrais e
hormonais têm provado melhorar consideravelmente com este tipo de alimentação.
Uma alimentação
saudável não se baseia na escolha de determinados alimentos específicos
Os benefícios de uma boa alimentação são transversais à
combinação de vários alimentos benéficos e ajudarão o corpo como um todo. Em
vez de comer só cenouras para ajudar a melhorar a visão, coma vários alimentos
saudáveis que o ajudarão a beneficiar vários órgãos do corpo.
Os nutrientes de
origem animal não são essenciais
“Não existem nutrientes de origem animal que não sejam de
melhor qualidade nos alimentos e origem vegetal”. Proteínas, fibras, vitaminas
e minerais, todos eles podem ser encontrados nos vegetais sem efeitos
secundários associados.
A mensagem dos
autores é muito simples: Mantenha uma alimentação maioritariamente de origem
vegetal
“As pessoas que consumiram mais alimentos de origem animal
sofreram de mais doenças crónicas. As pessoas que consumiam mais alimentos de
origem vegetal eram mais saudáveis”.

Mesmo que não se torne vegan ou vegetariano, o consumo de
mais alimentos de origem vegetal em detrimento de outros de origem animal já
poderá ter um impacto muito grande na sua saúde.
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