Como não morrer

O novo livro Michael Greger (fundador do NutritionFacts,org), “How not to die” (Como não morrer) tem não só um título muito sugestivo como toda uma investigação impressionante. Neste o investigador explora as 15 principais causas de morte nos EUA e mostra como uma alimentação e um estilo de vida saudáveis ajudam a prevenir e a combater diversas doenças, algumas das quais com maior taxa de sucesso do que o tratamento farmacológico. Além disso, neste livro encontramos diversas informações sobre que comportamentos alimentares adotar e demonstra que a nossa herança genética não tem necessariamente que determinar o nosso destino.

Encontrei uma entrevista excelente que foi feita a Michael Greger por Kris Karr e resolvi traduzi-la para vos dar mais algumas informações sobre o livro e a investigação que o originou:

Kriss: Gostei imenso de conhecer a história de como a sua avó o impulsionou a seguir uma carreira de nutrição. Pode explicar-nos melhor a história da sua avó?

Dr. GregerEu acho que o principal factor que desencadeia a vontade se
uma criança se tornar especialista em saúde ou medicina é crescer com avós ou
parentes doentes ou até mesmo que acabam por morrer. No entanto, para mim, esse
fator foi ver a minha avó ficar melhor. Aos 65 anos ela já tinha feito algumas
cirurgias de coração aberto e os médicos tinham-lhe dito que não havia muito
mais a fazer. Ela estava numa cadeira de rodas, tinha dores muito fortes no
peito e um dia assistiu a um programa na televisão que falava sobre a
alimentação  à base de plantas   para  faísca para muitas crianças que querem se
tornar um médico quando eles crescem-up está assistindo um avô ficar doente, ou
até mesmo morrer. Mas, para mim, era minha avó ficando melhor. Aos 65 anos de
idade, ela já tinha tido um par de cirurgias de coração aberto, e ela foi-me
dito que não havia nada mais que os médicos poderiam fazer. Ela estava em
cadeira de rodas com uma dor forte no peito quando ouviu falar sobre o pograma
de Nathan Pritikin sobre uma alimentação à base de plantas.
Na altura ela inscreveu-se no centro e fez o programa até ao
fim. Depois disso deixou de andar na cadeira de rodas e saiu de lá pelo seu
próprio pé. Nunca mais me vou esquecer disso. Graças a uma alimentação saudável
ela conseguiu desfrutar de mais 28 anos de vida e acompanhar o crescimento dos
seus seis netos. 

Kriss: No seu livro analisa as 15 principais causas de morte nos EUA. Já presenciou na sua família a influência de uma alimentação e estilo de vida saudáveis na prevenção de doenças mas, a uma escala global, qual acha que é a influência da genética em comparação com a alimentação, na incidência destas doenças?


Dr. GregerA melhor evidência disponível sugere que até 80% das doenças
crónicas são atribuíveis a hábitos de vida (incluindo a alimentação). Por essa
razão, a nossa carga genética não contribui assim tanto para a incidência das
doenças que possamos ter. Não são só os genes que vão determinar o nosso
destino.  

Kriss: Como é que conseguiu escolher apenas 12 alimentos saudáveis num conjunto tão grande?


Dr. Greger: Eu segui apenas a ciência. The Daily Dozen é uma lista de
alimentos de origem vegetal e de  práticas de estilo de vida que cada um de nós
deve ter como objetivo diário para aumentarmos o nos bem-estar e acrescentarmos
anos à nossa vida. Todos os alimentos 
vencedores foram escolhidos com base em estudos muito fortes. Nesta
lista encontra: feijões, bagas, outras frutas, vegetais crucíferos, verdes,
outros vegetais, sementes de linhaça, nozes, grãos integrais, especiarias,
exercício e hidratação.

Kriss: Por que é que as sementes de linho recebem um lugar de destaque tão grande no seu livro?

Dr. Greger: Inúmeros estudos mostraram que o
consumo de algumas colheres de sopa de sementes de linhaça por dia pode reduzir
a pressão arterial de 2 a 3 vezes mais do que a maioria dos medicamentos para o
efeito. Ao contrário dos medicamentos, os efeitos secundários do consumo destas
sementes são todos bons, nomeadamente reduzir o risco de cancro de mama e da
próstata, controlo de colesterol, triglicéridos e açúcar no sangue, redução da
inflamação e tratamento da obstipação.
Kriss: Hoje em dia muitas pessoas sofrem de problemas de saúde que são agravados por estados inflamatórios. Como é que podemos prevenir esta inflamação e controlar os sintomas das doenças?

Dr. Greger: De uma forma geral os alimentos
vegetais integrais têm efeitos anti-inflamatórios, embora algumas plantas sejam
melhores do que os outras (ou seja, os frutos vermelhos são mais
anti-inflamatórios do que bananas). Um estudo recente mostrou que pessoas que
comem pelo menos cinco porções diárias de frutas e vegetais ricos em
antioxidantes, reduziram significativamente a inflamação sistémica. No entanto,
é importante focarmo-nos também no que não comer. Devemos deixar de fora os
alimentos que causam inflamação tal como os processados, carne, laticínios e
ovos, para que os alimentos anti-inflamatórios tenham uma ação ainda mais
eficaz.  

Curiosos? Leiam o livro 🙂


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