Sardinha para que te quero

 Sabia que habitualmente os portugueses consomem 13 sardinhas por segundo
em Junho? Este valor representa em média 35 milhões de sardinhas consumidas no
mês dos santos populares. Um número que parece grande mas que tem diminuído ao
longo dos anos.
A actual
paixão dos portugueses pela sardinha vem de há muito tempo atrás. Pensa-se que
já os Fenícios salgavam a sardinha. Com os Romanos, a sardinha, depois de
salgada, viajava em ânforas, desde a Ibéria para todo o mundo romano. O peixe
chegou à península itálica, Gália, Inglaterra e África.
Na Lisboa do
século XIII, a população pobre alimentava-se de bacalhau e sardinha e no século
XIV os excedentes deste peixe eram salgados em locais apropriados na zona da
Ribeira, onde se adquiria fresco, salgado e defumado. Nesta altura já se comia
sardinha sobre o pão devido à escassez de outros alimentos.
Em Portugal,
as conservas de sardinha começaram em 1880 em Setúbal. Embora este mercado
tenha decrescido um pouco ainda é uma forma comum de comer sardinhas, quer seja
em azeite, óleo, molho de tomate ou escabeche.
Contudo é na brasa que o português melhor aprecia esta espécie. Aqui ficam algumas dicas para o
fazer:
– Ao comprar
a sardinha, prefira a fresca à congelada. Evite as sardinhas muito grandes. A
escama deve ser firme, a guelra vermelha, pele lisa, olhos límpidos. O peixe,
quando o dobramos levemente, deve apresentar-se rijo;
– A sardinha
deve ser salgada uns 20 minutos antes de ir às brasas. Regra geral basta um
pouco de sal grosso diretamente na guelra;
– A sardinha assa pouco tempo. Há que evitar deixar o peixe muito seco.
Basta assar cinco minutos cada face.
A sardinha é rica em:
  • ácidos gordos ómega-3,
  • proteína de elevado valor
    biológico,
  • niacina, 
  • potássio,
  • zinco,
  • vitaminas D, B6, B12, 
  • fósforo.

Dada a sua riqueza em ómega-3 destacam-se os seus benefícios a nível da
proteção e funcionamento cardiovascular e cerebral.
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