O que eu fiz para reduzir o stress e manter um peso saudável

É certo e sabido que o stress em demasia nos faz engordar porque:

  • Aumenta a produção de cortisol que nos faz ter vontade de comer alimentos calóricos como salgados ou doces.
  • Faz com que acumulemos mais gordura abdominal.

Além deste desequilibrio no peso, o stress excessivo provoca:

  • Oscilações de humor com predominante irritabilidade;
  • Impaciência;
  • Ansiedade;
  • Descompensações físicas (ex: irritações cutâneas, queda de cabelo, distensão abdominal, flatulência, dores de cabeça constantes e muitos outros)

Por isso, 2017 foi um ano em que tentei reduzir o stress na minha vida de forma gradual. E não foi fácil. Para uma verdadeira workaholic como eu, nos dias em que não tinha nada para fazer, às vezes sentia ansiedade de estar com falta de atividade ou de trabalhos (só para terem uma ideia da minha dependência de stress). Sim, porque o stress é isso mesmo, uma espécie de vicio que nos dá adrenalina e a sensação estranha de estarmos a superar desafios e a irmos mais longe, pelo menos para mim. Por isso, e já sabendo que reduzir o stress ia ser um desafio difícil, procurei adotar algumas estratégias simples e não impor grandes prazos. Alguns desses comportamentos foram:

  • Tornar o exercício fisico parte da rotina diária. Se conseguisse ir, excelente, se não conseguisse, paciência. A ideia não era causar pressão, era passar a encarar o exercício físico como parte da minha rotina, como lavar os dentes ou tomar o pequeno-almoço. Comecei ainda a treinar com um personal trainer que me ajuda a melhorar a postura e corrigir erros que me provocam dores corporais e excesso de cansaço. Além de ser uma boa estratégia para controlar os impulsos para comer doces ou petiscar, o exercício físico faz-nos produzir substâncias como endrominas, serotonina e dopamina que estimulam a sensação de bem-estar.

 

  • Fazer exercício físico sob diversas formas. Este ano experimentei surf, voltei à equitação e ao yoga, fiz inúmeras corridas e caminhadas sozinha e acompanhada, e ainda consegui manter os treinos regulares do ginásio. Além disso considero-me uma pessoa bastante ativa pois ando sempre de um lado para o outro e gosto de encaixar muitas coisas num dia. Este exercício diferente permitiu-me sentir que variava e ajudou-me a não desmotivar (apesar de eu adorar exercício, às vezes não me apetece, é mesmo assim). Variar o exercício permitiu-me ainda fazer uns “disparates” aqui e ali que sabem tão bem, sem ter que fazer grandes restrições alimentares para manter o peso.

 

  • Voltar a fazer acupuntura. Sou seguida por técnicos de medicina chinesa desde os 18 anos e adoro. Sempre me fascinou o mundo das medicinas alternativas sejam as chinesas ou as ayurvedas e adoro estudar a complementaridade entre a medicina convencional, a nutrição e as medicinas naturais. Como tenho síndrome do cólon irritável, uma doença diretamente ligada ao stress, a medicina tradicional não me apresentou a solução mais viável para conseguir controlar as crises e sintomas. Então resolvi voltar aos tratamentos com a minha quase psicóloga Ana Isa Rocha e tentar encontrar meios de resolver o que estava desalinhado por fora para equilibrar os desalinhos internos. Tem sido uma luta mas estou a ganhar e a acupuntura tem-me ajudado imenso 🙂

 

  • Eliminar mais alimentos processados. Desde que comecei a ser seguida na medicina chinesa que eliminei quase por completo diversos alimentos. Comecei pelo leite e derivados, delicias do mar e salsichas e, ao longo dos anos, tenho adotado a estratégia de não comprar muitas outras coisas. Não tendo em casa é meio caminho andado para reduzir o consumo regular. Como sabemos, os alimentos processados contêm inúmeros ingredientes ilegíveis que estão associados a défices de atenção, irritabilidade, desequilíbrios hormonais e até cancro, por isso não ajudam nada a diminuir o stress. Alguns destes alimentos eliminados foram: enlatados, cereais e granolas com ingredientes sintéticos, barras de cereais com ingredientes sintéticos, enchidos, gomas e gelatina.

 

  • Planear a minha agenda ao semestre. No meu trabalho é relativamente fácil traçar um cronograma semestral e tentar segui-lo. Mesmo com todos os imprevistos, posso garantir-vos que o meu 2º semestre do ano foi muito menos stressante que o primeiro devido ao facto de ter chegado a agosto com a agenda preenchida até Dezembro. Foi mais trabalhoso, sim, porque recebo muitos pedidos que tento encaixar, mas foi muito mais organizado e calmo.

 

  • Criar rotinas para a leitura de emails e consulta das redes sociais. Confesso que este foi o objetivo mais difícil de cumprir. Geralmente tenho uma rotina de redes sociais mais matinal e depois só volto nas horas vagas. No entanto, as notificações do email estão sempre a piscar cada vez que chega um novo e confesso que isso me distrai imenso. Depois fico a pensar no email e não consigo não responder e claro, disperso-me do que estava a fazer antes. Enfim, 2018 continuará a ter este lembrete de só ler os emails em determinadas horas do dia para conseguir manter a cabeça focada no que estou a fazer em cada momento. E o mesmo para as redes sociais claro, a ideia é mesmo despender menos tempo com estas e dar mais atenção ao que me envolve.

Claro que viajar e ler já fazem parte das minhas rotinas anti-stress há muitos anos e, por isso, não foram listadas aqui. Mas e vocês? O que é que fazem para reduzir o stress? Meditam? Eu não consigo ainda, tenho que confessar 🙁 Contem-me tudo! preciso de mais ideias!

1 Comentários
  • Susana Santos

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    Yoga, meditação e ter pensamentos mais positivos, ajudou-e muito com o stress.

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