3 cuidados extra a ter com a redução dos cereais

Devido ao síndrome do cólon irritável e às sensibilidades alimentares que isso me tem causado, sobretudo ao glúten, tenho uma preocupação constante com o que como e as misturas que faço. Apesar de a alimentação ser uma presença muito ativa no meu dia a dia, sinto que tenho em mãos um desafio constante para não me sentir mal com as combinações que faço ou para que não tenha carências nutricionais. Quando o cansaço é presença constante, a imunidade baixa muito e começo a ficar com a pele mais baça já sei que preciso de fazer um reforço nutricional pois atingi um pico de baixa absorção.

Além de reforçar o tempo de descanso, é preciso procurar uma alimentação que não tenha proteínas inflamatórias como o glúten e a caseína e que aumentam a inflamação intestinal. Reforço sempre as boas fibras provenientes de leguminosas, legumes e fruta mas, quando reduzo muito os cereais acabo por sentir outra carência, o selénio. Como obtemos este mineral sobretudo através de proteínas dos cereais (trigo, centeio, cevada), se tentar fugir ao glúten acabo por fugir também ao selénio. E isso preocupa-me sobretudo porque este é um mineral essencial para o bom funcionamento da tiroide, além de ser importante para reforçar o sistema imunitário. Pois, intolerantes ao glúten e todos os que andam a reduzir muito esta proteína, atenção a este detalhe.

Alguns estudos apontam ainda para a presença deficiente de selénio nos solos portugueses, ou seja, para baixos teores deste mineral nos nossos cereais. E referem que, por aqui, consumimos não só metade da dose diária recomendada de selénio, como também metade da dose diária recomendada de fibras. E como estes dois estão diretamente ligados, hoje queria falar-vos sobre os 3 principais cuidados que devem ter caso estejam a reduzir ou eliminar o glúten da vossa alimentação ou a reduzir muito o consumo de cereais (ex: através de dietas low carb):

  1. Variar: Todos os cereais têm teores diferentes de selénio por isso apostem na variedade e nas formas integrais para obterem maiores concentrações deste mineral. Procure consumir aveia, quinoa, trigo, centeio, cevada, amaranto, teff, trigo sarraceno, arroz integral e millet.
  2. Cuidar: Uma alimentação rica em alimentos antinflamatórios como as gorduras ómega 3 e 6 provenientes das sementes, dos peixes gordos e dos frutos secos, ajuda a prevenir as inflamações intestinais que causam malabsorção de nutrientes. Reforce ainda o teor de antioxidantes que ajudam a proteger o sistema imunitário consumindo mais frutos vermelhos, chá verde, couves, curcuma e gengibre. Reforce ainda o teor de fibras da fruta, legumes e leguminosas que ajudam a proteger a mucosa intestinal e a microbiota prevenindo inflamações.
  3. Suplementar: Às vezes ainda fico um pouco incrédula com a forma como a maioria das pessoas encara a suplementação alimentar. Enquanto que a maior parte do mundo olha para os suplementos como um reforço nutricional que nos permite praticar nutrição preventiva, em Portugal parece que ainda olhamos para ela um pouco como uma prática clandestina e pouco controlada. Pois bem, está na altura de abrirmos os horizontes e olharmos para a suplementação como um lift na nossa imunidade e energia J Sou super apologista de uma suplementação consciente e bem pensada, conjugada com uma alimentação saudável. Eu própria faço suplementação de forma regular, como já vos disse, sobretudo de pro e prébióticos, de ácidos gordos ómega 3 e de multivitamínicos e minerais. O selénio e o zinco são os nutrientes que mais procuro suplementar e, antes que perguntem, este é o suplemento com o qual me dou melhor 😉
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