Será que devemos pesar os alimentos?

Será que devemos pesar os alimentos?

Na elaboração de um plano alimentar são usadas medidas exatas para a descrição da quantidade de alimentos a ingerir ao longo do dia. Para que o cálculo da ingestão calórica seja o mais específico possível e para corresponder às necessidades energéticas de cada indivíduo, as unidades utilizadas para a descrição do plano são as gramas e/ou os mililitros.

Para um profissional de saúde na área de nutrição, as quantidades descritas nestas unidades já são facilmente transpostas para uma porção visual, no entanto na maioria dos casos para um paciente que está a iniciar a sua reeducação alimentar e a sua dieta, é mais fácil quando essas quantidades são traduzidas em medidas caseiras.

A utilização de utensílios de cozinha, tais como colheres de servir, sopa, sobremesa, chá e café, ou chávenas de chá e café, copos e pratos de diversos tamanhos vão facilitar a construção equilibrada do prato.

Consoante o tipo de alimentos (sólidos ou líquidos, inteiros ou farinhas etc…) em questão, as quantidades em gramas equivalentes em medidas caseiras vão variando um pouco. De uma forma geral para os líquidos:

  • 1 colher de sopa equivale a 15ml,
  • uma colher de chá são 5 ml,
  • 1 chávena tipo caneca e um copo grande equivalem a 300ml,
  • um copo médio a 240ml,
  • um copo mais alto e fino a 290ml,
  • uma chávena de chá a 200ml,
  • uma chávena de café a 50ml.

Em relação às quantidades em gramas, muitas vezes usada para medir farinha ou flocos de alguns cereais, é possível ter uma noção através dos seguintes valores de referência:

  • 1 chávena média de farinha corresponde a 120g,
  • 1 colher de sopa cheia são 15g,
  • 1 colher de sopa rasa já só equivale a 7g,
  • 1 colher de sobremesa são 5g,
  • 1 colher de chá são 2g.

Os equivalentes em medidas caseiras podem estar descritos a seguir às quantidades facultadas em gramas para que a medição e organização do plano alimentar seja mais simples. 

Ou seja, de uma forma geral não é necessário pesar os alimentos para se obterem resultados positivos. No entanto esta decisão pode ser deixada ao critério do paciente.

Para que a perda ou ganho de peso ocorra da melhor forma possível, claro que o consumo preciso das quantidades (em gramas descritas no plano alimentar) é mais eficaz do que as medidas a olho, no entanto, pesar os alimentos não deve ser um entrave para os pacientes e uma razão para não conseguirem cumprir o plano. Se for possível numa fase mais inicial pesar os alimentos, pode ser uma boa ideia, desde que isso não constitua um fator de stress ou obsessão. A longo prazo, o paciente vai ganhando uma noção das quantidades, não sendo necessário recorrer à pesagem dos alimentos.

Mais importante do que se fixar nos números é construir um prato equilibrado com a preocupação de ter sempre uma boa porção de legumes, uma fonte de proteína animal ou vegetal e uma fonte de hidratos um pouco mais densos conforme o desgaste energético da pessoa em questão.

Submeter comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

ENTRETANTO NA NiT